
Último dia do ano letivo e a sala está cheia. A expectativa de todo mundo é que seja feito um conselho de classe rápido. Todos estão planejando os presentes e as festividades do fim do ano. A coordenadora do conselho inicia os trabalhos:
Coordenadora: Mais um ano se passou. As regras todos já sabem. O aluno que não conseguir 20 pontos nos 4 bimestres vai para a decisão do conselho. Escolheremos em conjunto se tais alunos vão passar de ano. Temos aqui uma gestão democrática.
Ouvindo tudo e a todos, havia um professor cujas palavras ficavam mais nas suas idéias do que na sua boca. Pensando sobre tudo que havia visto e ouvido, suas palavras começavam a se projetar no seu mundo das idéias.
Professor (em pensamento): Gestão democrática!? Se dizem que a esperança é a última que morre, a democracia deve ser a primeira. Não escolhemos o secretário de educação, o coordenador da nossa região e, muito menos, o nosso diretor. Agora volta o discurso da democracia no momento que temos um monte de analfabetos funcionais correndo o risco de serem reprovados. Será que a coordenadora do conselho acredita mesmo no que está fazendo?
O nosso professor ficava divagando sobre o grau de alienação da coordenadora. Ele nem pôde perceber que os seus pares estavam com muitos diários escritos a lápis. Junto com a fala da coordenadora do conselho, a conversa de pé de ouvido entre os professores girava em torno das coisas mais distintas: novas receitas sobre a ceia de Natal, manifestações de alegria em relação ao time do coração, as alianças de professores com políticos para o próximo ano. Falava-se sobre tudo, menos sobre o ano trabalhado.
Coordenadora: Temos aqui a situação do fulano de tal. Ele ficou com 18 pontos em português, 18 em Matemática, 17 em Física e 16 em História. Vamos lá então: professores das áreas citadas, o aluno merece ganhar os pontos necessários em cada uma das matérias?
Professor de Português: olha, o menino aí não quer nada com nada. Acho que é um erro passá-lo.
Professor de Matemática: concordo com a opinião da colega
Professor de Físicas: idem
Professor de História: idem
Coordenadora: Olhe professores, a nossa escola tem uma gestão democrática. A questão é que se reprovar os alunos, muito provavelmente, eles deixarão a escola. Com isso, a escola perde recursos e perde turmas. Pode ocorrer que alguns professores tenham que sair da escola. Aqui nós somos uma família, uma família democrática. A decisão é de vocês.
Tinha-se substituído o conselho de classe e inaugurado a fábrica da materialização dos pontos. Quase ninguém percebeu a sutileza do discurso da coordenadora. Dizendo-se pensar no bem estar de todos os professores, a coordenadora cumpria as ordens de passar todo mundo. Contudo, nem todos estavam encantados pelo discurso da sereia.
Professor ( em pensamento): É incrível! O autoritarismo brasileiro é de uma mistura de paternalismo com individualismo. Quem quer correr o risco de reprovar alunos e parar em Santa Isabel do Rio Preto? Ainda bem que Hitler e Mussolini não nasceram no Brasil. Será que os meus pares perceberam a estratégia do afeto autoritário?
Professor de Português: Pensando melhor, acho que posso dar os 2 pontos pra ele...
Professor de Matemática: Não serei eu que prejudicarei algum companheiro meu, darei os pontos.
Professor de Física: A coordenadora falou muito bem. Família protege seus membros. O aluno tem os meus pontos e a senhora coordenadora tem a minha admiração.
Professor de História: Eu não darei ponto algum. O aluno em questão não possui as competências necessárias para passar de ano.
A sala dos professores foi tomada por um silêncio sepulcral. Daqueles silêncios que ocorrem quando se comete uma descortesia enorme. Os professores olhavam uns para os outros com a cara de preocupados. Sabiam que o professor de História não vestia a camisa da escola. O silêncio fora quebrado pela fala da coordenadora.
Coordenadora: Meu querido professor de História, eu sei que pode parecer que estou pedindo para passar o menino. O que eu desejo é a melhor solução pra todos: para o aluno, para a escola e para o professor. Se o senhor não concordar eu terei que chamar a decisão para o conselho de classe.
Professor de Física: Meu amigo, você sabe que os tempos são outros. Não vamos aqui ficar segurando o aluno. Ele é como um pássaro que deve aprender a voar sozinho.
Lá estava então o nosso professor de História. Ele, mais uma vez, não tinha conseguido ficar calado. Era o centro das atenções, Ele podia ouvir os comentários dos outros professores sobre a sua postura, podia sentir os olhares de reprovação, podia ver os relógios sendo olhados pelos seus colegas de profissão. Ele só sabia fazer uma coisa na vida. Quisera Deus que ele fosse bom no que fazia. E ele era.
Professor de História: Meus colegas de profissão. A nossa discussão não é se aprovamos ou não o aluno em questão. O aluno é o cara errado na hora errada. Ano que vem teremos outro e outro. O que devemos discutir é se aceitamos que o Estado forneça a pior educação possível para nossos alunos. Todos nós sabemos que ajudamos, e muito, os alunos para passarem de ano. Qual é o sentido em passarmos um aluno que não tem condições de prosseguir seus estudos? Será que ele aprenderá a voar sozinho? O que pensávamos quando conseguimos nossos diplomas de licenciatura? Passar todos sem distinção ou ensinar algo a alguém? Não estaríamos traindo o ideal da educação quando nos rebaixamos e fazemos o jogo sujo do Estado que acha que passar todo mundo é a solução?
Coordenadora: Tudo o que o senhor falou é muito bonito. Deixe-me ensinar uma coisa pra você. Eu já estou nisso há muito anos. Já vi vários idealistas como você reconhecerem que idéias não garantem a comida na mesa. Faço o que me mandam fazer. Ganho para isso. A única coisa que quero é me aposentar e jogar tudo isso para o alto. O senhor não é burro, sabe que não pode vencer o Estado. Sabe que não pode vencer o sistema educacional. Sendo assim, por que continua reclamando sobre o que é inevitável? Por que não dá os pontos do sujeito e vamos todos curtir as nossas merecidas férias?
Professor de História: Faço tudo isso porque posso, porque agüento. Não sou o que o Estado quer que eu seja. Saudações ao seu chefe e diga pra ele que nem todos têm preço.
Ao fim do conselho de classe, todos os alunos tinham sido aprovados. O professor de História tinha sido o único a voltar contra a doação dos pontos. Os termos "educação" e "enrolação" tinham se tornados a mesma coisa. A vida voltava ao normal e a educação continuava sendo aquela coisa apreciadas por muitos e compreendida por poucos.
Coordenadora: Mais um ano se passou. As regras todos já sabem. O aluno que não conseguir 20 pontos nos 4 bimestres vai para a decisão do conselho. Escolheremos em conjunto se tais alunos vão passar de ano. Temos aqui uma gestão democrática.
Ouvindo tudo e a todos, havia um professor cujas palavras ficavam mais nas suas idéias do que na sua boca. Pensando sobre tudo que havia visto e ouvido, suas palavras começavam a se projetar no seu mundo das idéias.
Professor (em pensamento): Gestão democrática!? Se dizem que a esperança é a última que morre, a democracia deve ser a primeira. Não escolhemos o secretário de educação, o coordenador da nossa região e, muito menos, o nosso diretor. Agora volta o discurso da democracia no momento que temos um monte de analfabetos funcionais correndo o risco de serem reprovados. Será que a coordenadora do conselho acredita mesmo no que está fazendo?
O nosso professor ficava divagando sobre o grau de alienação da coordenadora. Ele nem pôde perceber que os seus pares estavam com muitos diários escritos a lápis. Junto com a fala da coordenadora do conselho, a conversa de pé de ouvido entre os professores girava em torno das coisas mais distintas: novas receitas sobre a ceia de Natal, manifestações de alegria em relação ao time do coração, as alianças de professores com políticos para o próximo ano. Falava-se sobre tudo, menos sobre o ano trabalhado.
Coordenadora: Temos aqui a situação do fulano de tal. Ele ficou com 18 pontos em português, 18 em Matemática, 17 em Física e 16 em História. Vamos lá então: professores das áreas citadas, o aluno merece ganhar os pontos necessários em cada uma das matérias?
Professor de Português: olha, o menino aí não quer nada com nada. Acho que é um erro passá-lo.
Professor de Matemática: concordo com a opinião da colega
Professor de Físicas: idem
Professor de História: idem
Coordenadora: Olhe professores, a nossa escola tem uma gestão democrática. A questão é que se reprovar os alunos, muito provavelmente, eles deixarão a escola. Com isso, a escola perde recursos e perde turmas. Pode ocorrer que alguns professores tenham que sair da escola. Aqui nós somos uma família, uma família democrática. A decisão é de vocês.
Tinha-se substituído o conselho de classe e inaugurado a fábrica da materialização dos pontos. Quase ninguém percebeu a sutileza do discurso da coordenadora. Dizendo-se pensar no bem estar de todos os professores, a coordenadora cumpria as ordens de passar todo mundo. Contudo, nem todos estavam encantados pelo discurso da sereia.
Professor ( em pensamento): É incrível! O autoritarismo brasileiro é de uma mistura de paternalismo com individualismo. Quem quer correr o risco de reprovar alunos e parar em Santa Isabel do Rio Preto? Ainda bem que Hitler e Mussolini não nasceram no Brasil. Será que os meus pares perceberam a estratégia do afeto autoritário?
Professor de Português: Pensando melhor, acho que posso dar os 2 pontos pra ele...
Professor de Matemática: Não serei eu que prejudicarei algum companheiro meu, darei os pontos.
Professor de Física: A coordenadora falou muito bem. Família protege seus membros. O aluno tem os meus pontos e a senhora coordenadora tem a minha admiração.
Professor de História: Eu não darei ponto algum. O aluno em questão não possui as competências necessárias para passar de ano.
A sala dos professores foi tomada por um silêncio sepulcral. Daqueles silêncios que ocorrem quando se comete uma descortesia enorme. Os professores olhavam uns para os outros com a cara de preocupados. Sabiam que o professor de História não vestia a camisa da escola. O silêncio fora quebrado pela fala da coordenadora.
Coordenadora: Meu querido professor de História, eu sei que pode parecer que estou pedindo para passar o menino. O que eu desejo é a melhor solução pra todos: para o aluno, para a escola e para o professor. Se o senhor não concordar eu terei que chamar a decisão para o conselho de classe.
Professor de Física: Meu amigo, você sabe que os tempos são outros. Não vamos aqui ficar segurando o aluno. Ele é como um pássaro que deve aprender a voar sozinho.
Lá estava então o nosso professor de História. Ele, mais uma vez, não tinha conseguido ficar calado. Era o centro das atenções, Ele podia ouvir os comentários dos outros professores sobre a sua postura, podia sentir os olhares de reprovação, podia ver os relógios sendo olhados pelos seus colegas de profissão. Ele só sabia fazer uma coisa na vida. Quisera Deus que ele fosse bom no que fazia. E ele era.
Professor de História: Meus colegas de profissão. A nossa discussão não é se aprovamos ou não o aluno em questão. O aluno é o cara errado na hora errada. Ano que vem teremos outro e outro. O que devemos discutir é se aceitamos que o Estado forneça a pior educação possível para nossos alunos. Todos nós sabemos que ajudamos, e muito, os alunos para passarem de ano. Qual é o sentido em passarmos um aluno que não tem condições de prosseguir seus estudos? Será que ele aprenderá a voar sozinho? O que pensávamos quando conseguimos nossos diplomas de licenciatura? Passar todos sem distinção ou ensinar algo a alguém? Não estaríamos traindo o ideal da educação quando nos rebaixamos e fazemos o jogo sujo do Estado que acha que passar todo mundo é a solução?
Coordenadora: Tudo o que o senhor falou é muito bonito. Deixe-me ensinar uma coisa pra você. Eu já estou nisso há muito anos. Já vi vários idealistas como você reconhecerem que idéias não garantem a comida na mesa. Faço o que me mandam fazer. Ganho para isso. A única coisa que quero é me aposentar e jogar tudo isso para o alto. O senhor não é burro, sabe que não pode vencer o Estado. Sabe que não pode vencer o sistema educacional. Sendo assim, por que continua reclamando sobre o que é inevitável? Por que não dá os pontos do sujeito e vamos todos curtir as nossas merecidas férias?
Professor de História: Faço tudo isso porque posso, porque agüento. Não sou o que o Estado quer que eu seja. Saudações ao seu chefe e diga pra ele que nem todos têm preço.
Ao fim do conselho de classe, todos os alunos tinham sido aprovados. O professor de História tinha sido o único a voltar contra a doação dos pontos. Os termos "educação" e "enrolação" tinham se tornados a mesma coisa. A vida voltava ao normal e a educação continuava sendo aquela coisa apreciadas por muitos e compreendida por poucos.
15 comentários
Engraçado! Esta fábula me fez lembrar o sutil direcionamento da Secretaria de Educação na qual eu trabalho...
Olá! Gostei muito do seu blog... Gostaria que não fosse necessário escrever tais verdades, mas ainda é...
Vc poderia acrescentar um campo para recebermos as novas matérias por e-mail?
Parabéns.
Adriana
Foi exatamente o que aconteceu na minha escola.Passar alunos para não diminuir turmas.Quanta decepção para um professor que esperava encontrar o ensino e o respeito com o qual conviveu durante seu tempo de estudante!
Sinto-me,às vezes, ridícula querendo manter uma postura de seriedade,quando todos os outros professores preferem "deixar rolar"
Muito bom!
Precisamos de mais professores como o "professor de História".
Oi, quando eu penso que sou eu e + 4, inclusive um professor de história, fico feliz em saber que existem muitos e muitos "professores de histórias" por esse Brasil...
um prof. me disse um dia: " Quem não contesta aceita tudo e consequentemente se aliena".
Parabéns e boa sorte
Isso é mais grave do que se apresenta, senhoras e senhores. Não estamos falando aqui, tão somente de mera aprovação ou reprovação e sim do futuro de um país, de um povo, de uma educação "morimbunda". Infelizmente a culpa recai, não tão somente em nossos "governantes",mas também na maioria de nós, "educadores", passivos, submissos ao sistema. Vai ter moral para educar quem?! Nem seu cachorro. Vamos às ruas, amigos, que somado a uma atitude de real Educador dentro das escolas, é o que nos resta.
Estou dando meus primeiros passosna profissão e saber que o cargo de Direção é um cargo político, para mim é a "raíz de todos os males" na Educação carioca... a Direção imprime os desejos do Estado e os professores tornam-se refém deste macabro esquema.
Bem interessante a decisão do "professor de história" de não se corromper, de fazer justiça, de valorizar o seu trabalho. Mas o que talvez a maioria não saiba é que existe o tal do PPP que se resume no seguinte: o aluno reprovado em até 3 disciplinas é aprovado pelo conselho, contudo quando o aluno se formar e for buscar seu diploma ele ficará sabendo que terá que entregar trabalhos referentes as disciplinas onde não houve aproveitamento, ou seu diploma não srá entregue. Resumindo o resumo: o professor herói que não foi capaz de realizar o seu trabalho deixará mais trabalho para um futuro professor de história que trabalhará naquela escola. A crítica ao conselho de classe é válida, sou professor e seguro minha indignação, contudo acho que se reclama demais e se trabalha de menos. Sou professor do estado e tive um aproveitamento satisfatório de meus alunos, só ficaram retidos os alunos com excesso de faltas, e não tive que "dar" notas a ninguém. Isso porque mantenho um bom relacionamento com eles, com todos eles, e tive sucesso no resgate de "casos perdidos". Então vamos trabalhar, mostrar serviço e lutar por mudanças, que devem começar por mudanças individuais
Olá senhor anônimo. Obrigado por participar do blog. Discordo em alguns pontos da sua opinião:
1)A questão é que a grande maioria dos professores admitem que o sistema de dependência não funciona. Mesmo que o aluno aprovado pelo conselho tenha que fazer os trabalhos para garantir o seu diploma, não há nenhuma garantia que ele, de fato, aprenda o conteúdo. A grande ferramenta de auxílio ao aprendizado, aula presencial, está ausente do sistema de dependência. Pela lógica, se o aluno não conseguiu aprender os conteúdos com a aula expositiva do professor, ele conseguirá alcançar sem a aula do professor?
2)Gostei de saber que o senhor conseguiu um aproveitamento satisfatório dos seus alunos. Entretanto, os recentes resultados do Estado do Rio de Janeiro demonstram que a realidade que o senhor vive, infelizmente, não é a realidade de todos os profissionais da educação. Discordo que a solução venha com a mudanças individuais. A maneira como a educação pública do estado do rio de janeiro está organizada (loteamento da educação para cargos políticos) torna difícil o compartilhamento do saber. O seu "bom relacionamento" com os alunos, na minha opinião, não é o único fator que determina o seu sucesso na escola.
Abraços!
Acho que o professor que diz ter um "bom relacionamento" com todos os alunos, é um verdadeiro santo milagreiro.
Na minha prática, em anos de sala de aula nunca consegui essa unanimidade. Com alguns sim, consigo manter bons relacionamentos, mas há outros alunos, a maioria talvez, para os quais ter um bom relacionamento com o professor significa "ser ajudado, e ter "trabalhinhos" fáceis para que consigam a nota que não buscaram por esforço próprio durante o ano inteiro.
Talvez seja incompetência minha, pois não vou para sala de aula com o "sentimento paternalista" de "passar a mão na cabeça" de alunos que não se interessam por nada (temos muitos desses).Entro em sala de aula para cumprir meu papel profissional e espero que os alunos presentes ali cumpram o seu papel de estudantes (coisa muito difícil atualmente).Se eles não cumprem o papel que lhes compete, que é o de estudar, tratar professores e colegas com respeito, não tenho "bom relacionamento", engulo sapos de difícil digestão.
Dou parabéns a professora anônima que consegue ter um "bom relacionamento" com "todos" os alunos. Essa colega superou até Jesus Cristo, pois nem ele conseguiu agradar e se relacionar bem com "todos"...
Assuntos polêmicos que vão dando margens a discursos e discursos! Eu ajo! não lanço até que se tome as devidas providências sobre os papéis atribuídos à classe.O que eu não posso fazer é lançar e reclamar!EU não lanço e reclamo!A informatização veio para facilitar, mas não para desarticular e promover a discórdia, só que nossa gestão é a grande promotora da discórdia vigente!
Quanto ao professor de história, faço questão de que os leitores conheçam a mim! prof de ciências ! Ajo da mesma forma! e também encontro resistência, mas até agora não cedí!
É esta a nossa realidade!Ao nos opormos somos massacrados pelos nossos pares. Nas reuniões já olham torto para quem ousa se opor e, no fim decepcionados, tristes,vencidos enfim..."Ave Estado!" Amém! Amém!
De fato isso ocorre bastante, empurrar os alunos para manter altos os índices das escolas, mas isso tem que parar, cada aluno mal preparado que passa, é um profissional, e talvez até um professor bitolado que continua esse problema.
Profª de Inglês: ' Não dou ponto para nenhum aluno, entendo que não é esse meu papel; meu papel é instruir e o aluno só ganha pontos se ele produzir, ou então me sentirei contribuindo para a falta de disciplina, educação e respeito do mesmo." Quanto a indisciplina em sala de aula, acho que a coordenação e/ ou direção deveriam tomar as devidas providências juntamente com o Estado, tendo em cada escola uma assistente social ou psicóloga. Por que o professor tem que fazer o papel de professor-instrutor, assistente social e diretor ao mesmo tempo? E que tempo?? Quando mal temos tempo de dar aulas, simplesmente pq as 'criaturinhas' não permitem, preferem ouvir seu som predileto no MP4 e enviar e receber mensagens no celular; e principalmente gritar com o professor em sala de aula? Quem se repsonsabiliza por isso?
Profª de Inglês: ' Não dou ponto para nenhum aluno, entendo que não é esse meu papel; meu papel é instruir, e o aluno só ganha pontos se ele produzir, ou então me sentirei contribuindo para a falta de disciplina, educação e respeito do mesmo." Quanto a indisciplina em sala de aula, acho que a coordenação e/ ou direção deveriam tomar as devidas providências juntamente com o Estado, tendo em cada escola uma assistente social ou psicóloga. Por que o professor tem que fazer o papel de professor-instrutor, assistente social e diretor ao mesmo tempo? E que tempo?? Quando mal temos tempo de dar aulas, simplesmente pq as 'criaturinhas' não permitem, preferem ouvir seu som predileto no MP4 e enviar e receber mensagens no celular; e principalmente gritar com o professor em sala de aula? Quem se repsonsabiliza por isso?
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